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sábado, 9 de julho de 2022

Detalhes de esperança

 

 

Detalhes de esperança

No sábado pela tarde saí para Bayanga Didi, aldeia a 80 quilómetros de Baoro, onde cheguei depois de quase três horas de carro.

É uma aldeia  grande, pela qual passava até aos anos 60 a estrada mais importante entre Berberati e Bouar. A comunidade é bastante viva; no dia seguinte celebramos as  diversas passagens do catecumenado e no fim tivemos dez batismos.

Domingo pela manhã comecei a confessar às 7'30h, e terminei depois das 11h. Pelas 11'30h comecei a missa, solene e festiva, que acabou pelas 13'30h. Aqui na África- Central não há pressa quando se celebra.

Depois da missa  reunimo-nos com as crianças do Jardim-infantil, que abrimos este ano. A educadora, Maria, preparou-os, e reza, canta e dança com eles, arrastados pelo afeto dos pais, irmãos e irmãs.

Saí pelas 14'30h e passei por Igwe: é a estrada que tentei percorrer há duas semanas, mas fui obrigado a voltar atrás por causa das muitas árvores caídos. As pessoas  da aldeia de Bayanga Didi movobizaram-se, e conseguí chegar a Igwe, mas levei "somente"  uma hora (para 15 quilómetros). Continuei e cheguei finalmente a Baoro pouco antes das 18h.

Segunda-feira pela manhã atendi vinte jovens para fazer o teste de admisão à Escola Mecânica. São todos muito jovens, e chegaram de várias partes do país (e nos dias seguintes faremos  testes a mais oito jovens em  Bangui).

Terça-feira saí pela manhã eram 5h e fui  para Bangui. cheguei um pouco antes das 11,h e participei na última parte de uma bonita reunião, na qual participaram quase todos os irmãos carmelitas das nossas cinco missões. Foi a conclusão da visita do Provincial, P. Javier, que pela tarde saiu  para Itália, com o P. Norberto e frei Giampolo, um jovem carmelita que terminou um ano de permanencia na África-Central.

Os trabalhos na obra do novo convento continuam, apesar da falta de gasóleo y carburante (impossível de encontrar, e quando se encontra, no mercado negro, custa duas ou três vezes mais).

Coragem!


Battesimi a Bayanga Didi
Baptèmes à Bayanga Didi


La scuola materna di Bayanga Didi
L?école maternelle de Bayanga Didi



Strade
Routes


Riunione dei Carmelitani del Centrafrica con il Provinciale
Réunion des Carmes en Centrafrique avec le p.Provincial

Fra Giampaolo e confratelli di Bangui
Le frère Giampaolo et les jeunes frères de Bangui

Cantiere del nuovo convento di Bangui
Chantier du nouveau couvent de Bangui


 

 

domingo, 3 de julho de 2022

Escolas e alunos: três vezes mais.

 

 

 

Escolas e alunos: três vezes mais.

O mês de junho acaba, e com ele termina também o ano escolar 2021-2022.

Nas nossas 9 escolas das aldeias, o enceramento está marcada pelas provas trimestrais, e as correções, aqui em Baoro, a preparação das qualificações e por uma pequena e simples cerimónia em cada aldeia para a entrega dos resultados.

Quinta, sábado e segunda-feira fui a cada uma das aldeias, com Simplice, o coordinador das escolas. O programa é semelhante  em todas as escolas: algum discurso (o chefe da aldeia, o presidente da Associação dois padres, diretor da escola e eu), alguma poesia, oração cânticos, e a entrega das qualificações.

É uma festa simples, que reúne toda a aldeia. E o mais belo espetáculo é ver os pais e mães, a correr e abraçar as crianças que foram aprovadas, e fazer a festa.

Este ano a festa é dupla, inclusivamente tripla: o número dos alunos triplicou, este ano. Entre o Covid e a guerra, o ano passado em junho o número tinha descido para 700 alunos. Agora, no fim do ano, são mais de 2.100: três vezes mais. São muitos e cada número é um menino, uma menina, que têm uma pequena possibilidade e além disso, que pode enfrentar o futuro com algum recurso mais. É uma gota no oceano, mas o mar faz-se de muitas gotas.

Sábado e domingo continuei com o trabalho pastoral. Fui a Baoro, mas tentei passar por Igwe: a estrada passa pelo bosque, mas como havia muitas árvores caídos tive que saír da estrada. Acabei por renunciar seguir por ali e voltei atrás: para fazer 40 quilómetros, levei mais de quatro horas.

Mas consegui chegar a Yoro pela tarde, no domingo administrei uns vinte batizados de meninos pequenos.

 Depois de ter encerrado os jardins-infantis e as primárias nas aldeias, na quarta-feira 29 fechou também o ano escolar para a nossa Escola Mecânica: sesenta jovens, dois anos de curso.

Os alunos do primeiro ano receberam o certeficado das qualificações, enquanto que para os do segundo ano é o terminar de um caminho longo e difícil. Também eles receberam o certificado das qualificações, e um diploma que confirma o fim da formação de Mecánico. Aos cinco primeiros oferecemos-lhe uma bolsa de ferramentas, que os ajudará a iniciar a sua vida professional ( graças à empresa Olimac, de Beinette - Cuneo - Itália).

Estiveram presentes as autoridades da cidade, os padres, os parentes e os amigos. O anúncio dos resultados foi acolhido com muito orgulho, e também com emoção, da parte dos rapazes.

E o meu pensamento e o meu obrigado, vão também para todos aqueles que, de um modo ou de outro, ajudam para que este sonho continue vivendo e crecendo (Siriri, ORG, Fundación Mamo, e muitas mais). 

Strade, o quasi
Des routes, presques...

Yoro


Mbormo




Dayanga



Kouisso Baguera


 

Scuola Meccanica: i primi 5 alunni del Secondo anno
Ecole Mécanique: les 5 prèmers élèves de la Deuxième Année