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sábado, 20 de maio de 2023

Alternativas

 

 

Alternativas

Quinta-feira passada voltei de Bozoum. Por outra estrada. A pé tinha passado por Bossemptele, onde a estrada (em péssimas condições), requer duas horas e meia nos últimos 87 quilómetros (em péssimas condições). E está infectado com bandidos (mas eu não sabia disso).

Na volta segui pela estrada para Bouar. Além disso, esta estrada está muito ruim (embora agora ainda não estejamos na estação das chuvas). Além disso, a longa ponte de Kounde está danificada: os primeiros vinte metros estão cobertos de galhos e troncos não fixados nas árvores. Também aqui para os 110 quilómetros leva pelo menos mais de três horas.

Alguns comerciantes de Bozoum estão se organizando para comprar a madeira necessária para consertar a ponte. Mas há um problema: alguns chineses chegaram a Koundé, prometendo consertar a ponte. A preocupação é que eles também estão vindo para consertar a mina de ouro quebrada…

Na tarde de sábado ele celebra missa em Bawi, enquanto no domingo fui a Samba Bougoulou, a 38 quilómetros de distância, na estrada para Carnot. O catequista, Sergent Raymond, da escola de catequistas, também voltou a esta aldeia.

Na segunda-feira fui a Bangui ver a construção do novo convento e na quarta-feira representei a Cáritas numa reunião entre ONGs. UNICEF e Ministério da Saúde: desde setembro, acompanhamos as pequenas clínicas nas cidades mais remotas, para atender crianças de até cinco anos e suas mães.

Il ponte di Kounde
Le pont de Kounde
Pioggia a Baoro
La pluie à Baoro








Stagione secca
Saison sèche
Stagione delle piogge
Saison des pluies
Samba Bougoulou
Trasporti ingombranti
Transports...

Il fiume Oubangui a Bangui
Le fleuve Oubangui à Bangui













Il cantiere di Bangui
Le chaniter de Bangui





Le volte delle camere
Les voutes des chambres


domingo, 14 de maio de 2023

Catequistas e vários

 

 


Catequistas e vários

 
Na última quinta-feira, 4 de maio, concluímos o ano de formação catequista aqui em Baoro. São 15 famílias, de toda a diocese, que viveram, trabalharam, rezaram e estudaram juntas durante esses meses, e hoje recebem o mandato das mãos do Bispo.
No dia seguinte, sexta-feira, desço a Bangui para a visita e reunião das obras do novo convento. À tarde, Jana e Ludmila, da ONG SIRIRI.OPS, chegam de Praga para conhecer os muitos projetos que a organização apoia e, em particular, as escolas que aplicam o método "Aprender brincando".
Sábado de manhã cedo subo com eles para Baoro, onde chegamos ao meio-dia.
Nesses dias acompanho Ludmila e Jana nas visitas às diversas escolas. O método “Aprender brincando” foi criado por eles, em colaboração com professores centro-africanos, e permite que as crianças aprendam pensando, refletindo e colaborando. No primeiro curso há também a grande novidade do ensino na língua materna, o sango.
Na tarde de terça-feira acompanho um dos catequistas que fez seu ano de formação em Bocaranga. Ele, sua esposa e seus 6 filhos voltam para a cidade, Igwe (60 km no meio da selva). A chegada a Igwe, após duas horas e meia de viagem, é uma festa para todos!
Na quarta-feira de manhã iniciamos um dia de treinamento em bombas d'água para nossos alunos da Escola de Mecânica: isso permitirá que consertem as bombas manuais que existem em muitas cidades do país.
Na tarde de quarta-feira parto para Bozoum, para acompanhar Jana e Ludmila, que ficarão aqui nos próximos dias. E também para visitar a comunidade. E há exatamente três meses, o carro do Pe. Norberto explodiu ao passar por cima de uma mina.
Alegrar!

 

 

 

 

 

Ludmila

 

 

 

Igwe

 

Scuola meccanica di Baoro: riparazione delle pompe
Ecole mécanique de Baoro: formation pour la réparation des pompes

 

 

 

 

Inizio lavori per la scuola di Bawi
Démarrage des travaux pour l'école de Bawi

 

 

Bozoum
 



terça-feira, 2 de maio de 2023

Administração ordinária

 

 


Administração ordinária

Voltei à África-Central, a vida continua com todas as coisas pequenas e grandes que há que fazer.

No sábado 22 de abril, pela tarde, celebrei a missa em Zoungbe, uma aldeia muito pequena 38 quilómetros de Baoro.

Domingo, no entanto, já estava em Dobere, uma aldeia bastante grande. Dentro de algumas semanas celebraremos as confirmações e por isso estamos preparando rapazes, raparigas e adultos para este sacramento

Terminada a missa, pelas 13h saio para Bangui, onde me espera a obra do novo convento

Segunda-feira pela manhã já está cheio de operários nos diferentes trabalhos de controlo, os carpinteiros tirando as medidas para os batentes das portas e das janelas, que fabricamos na nossa carpintaria de Baoro

Terça-feira de manhã volto a Baoro.

Aqui está chegando o fim das aulas da Escola dos catequistas: 15 famílias de toda a diocese estão estudando e formando-se desde novembro, e vão voltar brevemente às suas comunidades cristãs das quais vão ser responsáveis.



Le donne della scuola dei catechisti
Les femmes de l'école des catéchistes


 

 

Zoungbe

 

 

Zoungbe

 

 

Dobere

 

Il cantiere di Bangui
le chantier de Bangui

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Já estou em casa

 

 

 

Bawi

Já estou em casa

A partir de hoje vou começar a enviar o Blog com mais regularidade: nestes dois meses passados em Itália desleixei-me um pouco. Cheguei no dia 14 abril à África Central: passei por Turim, Paris, e depois Bangui

Mas aqui também é Páscoa. Acaba de começar a estação das chuvas está tudo verde.

A viagem correi muito bem, dentro da normalidade. Foi muito bonito passar estas semanas com tantos amigos, com a família, e com os meus irmãos carmelitas. Sempre me impressionou o compromisso, o afeto, a simpatia, e a atenção para com um mundo tão diferente como é a África-Central

Tenho pena de não ter podido fazer tudo, e sobretudo o pouco tempo, reuniões que não pudemos fazer. Mas muito obrigado por tanto afeto, oração e comunhão, de tantos amigos.

Tinha saído dia 14 de fevereiro de Bangui, com a terrível notícia da mina que tinha destruído o carro do P. Norberto, que nesse acidente perdeu um pé. E agora dois dias depois de chegar a Bangui, uma outra mina explodiu quando o P. Arialdo passava, na zona de Niem, a 190 quilómetros de Baoro. O P. Arialdo (83 anos, está na África Central desde 1986) ele não sofreu nada, mas nesse desastre houve quatro mortos e seis feridos.

O país ainda está instável. Além da falte de segurança, falta o carburante, há muitas dificuldades, e a vida torna-se muito complicada.

No sábado pela manhã, depois da reunião sobre a obra, saí de Bangui às 12 horas. Esperava que nestes dois meses se se tivessem arranjado as estradas: em fevereiro duas empresas (ONEM e a SEMENCE) tinham começado os trabalhos entre Bossembele e Bossemptele. Infelizmente os trabalhos continuam muito lentamente (para a ONEM),entretanto uma outra empresa (da qual não digo o nome) limita-se a tapar um ou outro buraco com cimento e muito mal  feito.

Aqui em Baoro encontrei os meus irmãos carmelitas. O P. Michael e o frei Wilfried, e as irmãs carmelitas, além de muita gente.

No domingo fui a celebrar a missa a Bawi, a 35 quilómetros.

Agora estou a começar de novo os trabalhos atrasados: escolas, aldeias, escola mecânica, pastoral, Cáritas.

Em frente!

 

Cuneo