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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Entre Bouar e Bozoum





 



Entre Bouar e Bozoum
Sexta- feira pela tarde voltei à África -Central, depois da viagem que fiz aos Camarões. Fiquei em Bozoum, onde pude assistir à abertura da Feira  Agrícola, que a Cáritas organiza já desde há sete anos, graças ao  trabalho do P. Benjamín Gusmeroli.
No sábado pela tarde saí com o P. Enrique pela estrada mais directa; chegamos quase à noite a Bozoum.
Durante estes dias tenho estado a fazer alguns trabalhos na Igreja. Instalei cinco ventiladores, para melhorar um pouco a parte antiga da  Igreja, que é muito quente nesta altura do ano.
Enrique Massone, por seu lado, começou a colocar os azulejos. Graças ao amigo César Biancini (e sua família)  que nos enviaram os azulejos que nos permitirão ter um ambiente mais limpo e mais digno.
É um trabalho demorado e cansativo, mas Enrique Massone  já está acostumado: precisamente este ano celebra  trinta anos que trabalha na África-Central, onde vem regularmente por um ou dois  meses todos os anos, desde 1987.
Na próxima semana… haverá uma surpresa. 














 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Camarões 2017



Camarões 2017
Acabo de chegar a Bouar, depois de ter percorrido mais de 2.000 quilómetros para ir a Yaundé, capital dos Camarões.
A semana, como sempre, esteve muito animada.
No domingo terminamos a Feira Agrícola de Bozoum. Os resultados, apesar da insegurança e não terem participado muitas cooperativas, foi boa (com um volume de negócio entre 22.000 a 30.000 euros).
Na tarde de domingo entregamos os prémios aos melhores expositores e aos melhores agricultores...
Segunda-feira pela manhã iniciamos uma "Semana cultural" no nosso Liceu Santo Agostinho. Trata-se de uma semana com muitas iniciativas culturais (projecções de películas, debates, conferências, danças, concursos, etc.) preparada pelos alunos, juntamente com os professores e com a direcção da Irmã  Anita.
No fim da semana, pela manhã, saí à pressa para o aeroporto de Bozoum, apanhei um avião pequeno das Nacões Unidas, que em uma hora me transportou até  Bangui, onde tive algumas reuniões sobre futuros projectos de construção.
 Terça-feira acordei às 4h30 e, depois de celebrar a Missa, saímos , o P. Federico e eu, para os Camarões. Que precisamente não se encontra ao lado. Às 12h30  estavamos em Bouar e, pela tarde, depois de apanharmos o Pe. Enrique, continuamos a viagem até à fronteira. O precurso é sempre incerto: às vezes é suficiente uma hora, outras vezes leva 3 a 4 horas…. Tivemos muita sorte e, depois de "só" uma  hora e meia  voltamos a tomar a estrada, e às 19h30 estavamos em Bertoua, onde passamos a noite. Ao chegarmos aqui encontramos alguns amigos centro-africanos, que tiveram que fugir do País em 2014, e que aqui  tentam reconstruir uma actividade comercial. Saímos quarta-feira de manhã e ao meio dia já estavamos em Yaundé, a 1.200 quilómetros de Bangui.
Estamos aqui para nos reunirmos com os nossos Padres e os nossos jovens em formação, para fazermos algunas compras (sementes, medicamentos, e fizemos o pagamento da madeira...). Aproveitamos também, o pouco tempo que tínhamos, para cumprimentar o Embaixador da Itália nos Camarões, que tinha ido em outubro a Bozoum.
Sexta-feira pela manhã às 5h45 voltamos para Yaundé, e à tarde chegamos  a Bouar.
Na estrada  encontramos um pequeno  grupo de rebeldes, que estavam estacionados ali já há uns meses, sem que tenham sido incomodados pelas forças da ordem ou pelos Capacetes Azuis ...
Em Bouar a situação é bastante tensa, pois há medo de ataques e de combates...  Na noite de quinta-feira para sexta-feira houve uma fuga geral, devido aos muitos "rumores" que circulavam…
Suzanne, la vincitrice del concorso degli orti
Suzanne, le lauréat du concours des jardins potagers





Bozoum

La comunità dei Carmelitani a Yaounde

Acquisto di sementi
Achat de semences à Yaounde



Forno a legna a Bertoua
le four à bois à Bertoua


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Feira agrícola de 2017






Feira agrícola de 2017
Está à vista de tudo e de todos ... também este ano conseguimos organizar a grande Feira Agrícola de Bozoum.
Criamo-la em 2004 e actualmente é a  décima terceira edição. Uma Feira para impulsionar os agricultores e as cooperativas. Esta é a Feira e o orgulho dos  agricultores.
Desde há alguns anos, creio, e acreditamos todos, que não pode haver paz sem desenvolvimento,  por isso continuamos a estimular os esforços de muitas mulheres e de muitos homens, de boa vontade, convencidos de que só com  trabalho, e paciência e entusiasmo se pode construir a dignidade da pessoa humana.
Infelizmente, a edição de 2017 acontece num momento difícil. Precisamente, na véspera, quinta-feira 2 de fevereiro, um bando de rebeldes atacaram a cidade de Bocaranga (a 125 km)  queimando casas e o mercado, saqueando e matando pelo menos 18 pesssoas...
Devido á falta de segurança não pudemos convidar as cooperativas da zona de Bocaranga, Koui, Ndim, Ngaundaye y Paoua… de maneira que ficou muito  reduzida  a presença dos expositores, e a quantidade de artigos  expostos e vendidos...
Além disso, não recebemos nenhuma ajuda  financeira das várias ONG, ao contrário dos anos anteriores. Mas a Providência é grande, e conseguimos fazê-la com os poucos meios de que dispomos.
A Feira temos vindo a prepará-la há precisamente um mês. Não faltam voluntários, várias pessoas, e também os alunos do último ano do nosso liceu San Agustín, que com coragem e muita  disponibilidade acolhem , registam e seguem as actividades.
De qualquer modo, no sábado pela manhã todos estávamos a postes…. O  espaço está limpo, os stands preparados, e às 9.00h. começamos com um pequeno desfile. Seguiram os discursos das autoridades. Mas desde há meses que não há Prefeito, nem vice Prefeito en Bozoum...
A Feira é um espaço de exposição (para pôr em evidência a imagen mais bela da agricultura) e da venda.
Pela tarde fomos visitar uma dezena de hortas…. Também aquí, um espetáculo para os olhos e para o coração. Gente simples, que trabalha duramente e com orgulho, e apresenta o fruto do seu próprio trabalho.
Muito belo.


gli alunni del nostro Liceo
les élèves de notre Lycée St Augustin












sábado, 28 de janeiro de 2017

Johannesburgo-Bangui-Bozoum



Johannesburgo-Bangui-Bozoum
Saímos na sexta-feira pela tarde. Enquanto estavamos em Johannesburgo, aproveitamos para ver as máquinas para a fabricação dos ladrilhos.
Depois de dois dias de trabalho interessante, no sábado Enrique e eu tiramos um dia para fazer turismo. Num bom tren fomos para a cidade que visitamos em autocarro.
É uma cidade muito diversificada, com muitíssimo verde (milhares de árvores plantadas para diminuir o efeito do pó das minas de ouro). Visitamos um lindo parque, sede do Zoo, que é visitado por muitas famílias, e onde acabam por fazer um picnic. Atravessamos zonas belíssimas e significativas, como a praça do Mahatma Gandhi, que precisamente aqui tinha começado a sua vida de Advogado, e também a sua ‘luta’ não violenta.
Também visitamos o Museu de Apartheid, que conta a triste história deste país, mas também as lutas e as esperanças de muitas pessoas, entre as quais se destaca o grande Mandela.
Pela tarde fomos para o Aeroporto . O nosso vôo, previsto para o dia 15, à noite, foi anunciado um atraso e, por fim saímos às 2,30h. Deste modo também no regresso tivemos de fazer um desvio para Nairobi para tomar o vôo seguinte. E assim, às 9h. da manhã, já estavamos em Banqui, depopis de sete horas de viagem (graças às diferenças dos fusos horários):
Durante a tarde fomos recebidos por D. David, o Secretário da Nunciatura, que estava de visita com alguns amigos, entre os quais se encontrava a Doutora Mariella Enoc, presidente do hospital ’Menino Jesus’ de Roma, encarregada pelo Papa Francisco para ajudar o hospital Pediátrico e facilitar o regresso dos refugiados.
Segunda-feira pela manhã tive algunas reuniões, e pelas 12 horas saí de Bangui e por volta das 18 horas já estava em Bozoum, depois dos acostumados 400 quilómetros de covas, barreiras, etc.
Durante a semana ocupei-me de diversos assuntos. Há que controlar o arroz que se produz em Bozoum, e que o PAM (Programa de Alimentação Mundial) quer comprar para distribuí-lo nas escolas.
Mas há um problema que me preocupa: a insegurança: desde há 15 dias que nos encontramos sem prefeito, sem vice-prefeito, e os Capacetes Azuis deixaram a cidade. Com frequência há disparos, e os anti-balaka (ex-rebeldes, claramnente definidos já como bandidos…) se movem como verdadeiros Mestres. Deste modo na quarta feira convidei-os para uma reunião, e juntamos-nos umas vinte pessoas, entre os responsáveis do Conselho de Sábios, alguns jovens e alguns anti-balaka. Dialogamos sobre algumas coisas, e o objectivo era de faze-los abandonar essa vida de bandidos, e construir um mínimo de convivencia civil para todos. Esperemos!
Quinta-feira outra reunião para falar sobre a Feira Agrícola. A pesar da insegurança e do facto de não poderem vir os produtores de Bocaranga, Ndime y Ngaundaye (para não os expôr ao perigo), decidimos por fim fazer a Feira, sem eles. Dia 4 e 5 de Fevereiro será a grande Feira agrícola, na sua 10ª terceira edição.
É uma aposta sobre o futuro, sobre o desenvolvimento e sobre o trabalho de toda a gente


Gorilla

Il Re Leone... un po' stanco
Le Roi Lion (un peu fatigué)




Il monumento a Gandhi


Minusca à Bangui

Controllo dell'umidità del riso, prima della vendita
Controle de l'humidité du riz, avant la vente


Ginnastica per gli alunni della scuola di Alfabetizzazione