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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Chuva e qinquagésimos

 

 

 

Chuva e qinquagésimos

 Setembro. Em teoria seria o tempo da reabertura das escolas

Em teoria. Porque na África-Central não há uma data fixa, mas em cada ano a reabertura das escolas é variável. Este ano deveria ser em meados de outubro, porque o exame de maturidade está agendado para a próxima semana.

Não se entende porque as escolas do ensino fundamental e médias deveriam começar tarde, por causa da Maduridade.

Nós esperamos abrir um pouco antes, talvez como tempo de recuperação c de retorno. Estamos esperando que as autoridades não bloqueiem a abertura das escolas.

No domingo celebrei a Missa em Dobere, uma aldeia a 55 quilómetros, na estrada (asfaltada) para Bangui.

Terça-feira mais uma inspeção ás obras do novo convento de Bangui, e na quarta- feira dei as boas vindas ao P, Stefano, pároco e Superior aqui em Baoro, que regressou depois de um tempo de descanso em Itália.

Volto hoje, quinta-feira de manhã a Baoro, justamente a tempo de participar na festa em honra da Irmã Biagina, que celebra hoje 50 anos de profissão religiosa (em Baoro desde 1974)

 E já que estamos em tempos de falar em quinquagésimos, sábado 11 de setembro, Luigina e Mario, amigos e voluntários da Missão (e não só) celebraram 50 anos do seu  matrimónio.

E precisamente neste ano em que se comemora a chegada dos Carmelitas à África-central, em 16 de dezembro de 1971.

Muitas felicidades!




Piove
Il pleut


Cantiere di Bangui
Le chantier à Bangui





Sr Biagina

Mario e Luigina

 

 

 

domingo, 12 de setembro de 2021

Bayanga Didi, e várias escolas

 

 

Fiore lungo la strada... (forse Protea Gaguedi)
Une fleur, à coté de la route. Peut etre Protea Gaguedi

 

Bayanga Didi, e várias  escolas

Sábado e domingo, 4 e 5 de setembro, conseguí por fim ir a Bayanga Didi, uma grande aldeia quase a  90 quilómetros de Baoro.

A zona está bastante tranquila, apesar de frequentemente passarem por ali grupos de rebeldes / bandidos. Por agora não os tenho encontrado e espero não ter de encontrá-los. Há já um mês que as autoridades de Baoro me tinham assegurado que o exército, juntamente com os russos, iam fazer uma operação de "limpeza". Em vez disso, eles apenas deram uma volta rápida, passando 1 ou 2 horas nas aldeias maiores.

Sábado exibo um filme, e no domingo de manhã dedico-me a confessar (durante quase três horas), depois celebrei a santa Missa. É o dia de acão  de graças, pelo trabalho dos campos, e muitos oferecem amendoim, abóbaras,  milho e outos produtos que oferecem a Deus aos pobres e ás comunidades da aldeia.

Em Bayanga Didi estamos tentando fazer algo pela educação. Infelizmente a escola primária estatal não funciona. A última escrita no quadro é de 26 de abril... O que significa que praticamente desde a Páscoa que não há aulas. Por outra parte, as salas estão vazias: faltam carteiras e cadeiras.

Não podendo, por agora, fazer nada pela escola primária, queremos abrir uma creche, ao menos, para que as crianças mais pequenos possam receber um pouco de educação. Sábado e domingo falarei disto com os seus pais, estou à espera que me façam uma primeira lista dos meninos que serão inscritos. Entretanto, pensamos como construir e adaptar alguns locais para poder ter pronta a creche de Bayanga Didi.

E volta para Baoro, nestes dias seguem os trabalhos da escola primária das Irmãs de Baoro. Com a ajuda à distância e os conselhos desde Itália e Praga (graças a Pablo, graças a Karol), estamos tentando criar um ambiente mais alegre e mais adaptado às crianças que se matriculam.

Bom trabalho! 


Bayanga Didi






Scuola di Baynga Didi. Foto del 5 settembre...
Ecole de Bayanga Didi. Photo du 5 septembre


Offertorio - offertoire (Bayanga Didi)




Ecole "Les Martyrs Africains" - Baoro


 

 

 

domingo, 5 de setembro de 2021

Igwe ect.

 


Igwe ect.

Nestes dias a chuva tem-se portado um pouco melhor. Quase não chove De maneira que, no domingo pude tomar a estrada para  Igwe, a aldeia mais pequena: 12 casas e uma capela de palha. Fica a uns 60-65 quilómetros. Os últimos 14 são de plena selva: trata-se mais de um caminho em ziguezague, entre árvores, quase escondido entre ervas altíssimas, no meio das quais, sobressaiem alguns cupizeiros, muito altos, com mais de 3 metros. Algumas árvores  caídos obrigam-nos a parar: Demoramos 45 minutos para  percorrer a última parte da estrada .

A Comunidade estava à nossa espera. Cumprimentos, informações sobre os trabalhos do campo, acerca da segurança (há grupos de rebeldes que passam de vez em quando) e sobre os habitantes.

Começo a confessar, e depois celebro a Missa neste mundo simples, mas que tem sede do Evangelho, de Deus, de paz.

Terminada a Missa visito o chefe do povo, que está a recuperar de uma grave doença.

Segunda-feira, às 5 horas da manhã, saio una vez mais para Bangui. Tomo a estrada considerada a melhor do país, a única que permite a comunicação e a entrada de mercadorias importadas do estrangeiro. No entanto, aqui também nalguns sítios, há mais buracos que asfalto! Em Bangui continuam em frente as obras para levantar o novo Convento. Já está pronta uma parte dos fundamentos e vamos continuando. Com entusiasmo e boa vontade.

 






Igwe, la cappella
Igwe, la chapelle






Carmel, Bangui