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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Chegadas e chegadas...

 

 

 

Chegadas e chegadas...


Mesmo aqui na República Centro-Africana, o verão é uma época de chegadas e partidas.
Na manhã de sexta-feira, o P. Davide Sollami, nosso Procurador da Missão, chegou com uma boa companhia de cinco voluntários: Guido, Maria, Gianluca, Lucia e James.
O padre Mesmin, o novo superior da Missão, também chegou com ele. Depois de dois anos de estudos em Roma, ele retorna com esta nova responsabilidade, que o verá ocupado com as 5 Missões dos Carmelitas na República Centro-Africana.
Assim que aterramos fizemos uma breve paragem no Carmelo, e depois em Baoro, onde chegaremos por volta das 17h.
Aqui os voluntários põem mãos à obra para conhecer um pouco a Missão e a vila, mas também para ajudar nas várias tarefas. Na segunda-feira começam a pintar o salão paroquial.
No mesmo dia, o padre Arland, o novo pároco de Baoro, finalmente chegou. No domingo, 6 de agosto, o senhor Bispo virá apresentá-lo ao seu novo ministério. Com ele virá o P. Jephte, um jovem estudante carmelita, que ficará connosco em Baoro para um ano de prática pastoral.
No domingo ficarei aqui na freguesia, porque é o dia da votação do referendo para mudar a Constituição. É um momento crítico, porque esse referendo é muito desejado pelo presidente e pelo governo para garantir o poder por muitos anos...
Há muito medo, mas tudo está indo normalmente. A participação eleitoral, pelo menos aqui na cidade (mas também em Bangui, Bouar e outros lugares), é muito baixa. Provavelmente menos de 20%.

As diferentes ampliações das escolas também continuam (aqui em Baoro, mas também em Kouisso, Baguera e Bawi): esperamos terminar antes do início do ano letivo.


Gianluca, p.Davide, Lucia, Maria
P.Arland et fr Jephte













P.Davide Sollami, & Co

 

 

 

 


Baoro, Auditorium









 

 

sábado, 29 de julho de 2023

Colores e luzes

 

 

 

Colores e luzes

Enquanto os trabalhos da construção das salas de aulas, das escolas, em Baoro avançam, fazem-se ao mesmo tempo outras coisas…,

No domingo estive em Dobere, um grande povoado a 50 quilómetros na estrada de Bangui,

Hoje é uma grande festa, porque celebramos nove batismos e um matrimónio. Foi um trabalho do catequista, das famílias, e da comunidade. É a graça de descobrir a liberdade e a beleza de ser cristão.

Segunda-feira pela manhã volto para Bangui, onde os trabalhos para o novo convento continuam. Nestes últimos dias a empresa començou a colocar as folhas de metal do teto.

Entre segunda e quinta-feira trato dos vitrais  que vão ficar muito bonitos,  para a nova capela da comunidade. Um irmão meu, carmelita, o P. Marco Cabula, fez os desenhos, e juntamente com alguns jovens da comunidade, estão a cortar-los, e vão coloca-los, para depois por o cimento ao seu redor

Haverá  que esperar algumas semanas pacientemente, mas será um trabalho bonito.

 

 


Le nuove aule a Baoro


 

 

Dobere

 

 

Inizio delle vetrate
Les vitraux, le commencement


 

 












terça-feira, 18 de julho de 2023

Obras

 

 

Bawi

Obras

Neste mês de julho continua o trabalho pastoral nas aldeias. Depois de ter terminado as que estão na estrada que vai para Carnot, agora é o momento das cinco aldeias que estão na estrada que vai para Bossemptele, que são: Bawi, Zoungbe, Barka Bongo, Balembe, Dobere.

Domingo 9 de julho celebrámos os batismos em Bawi, eram cinco rapazes e cinco raparigas. Quando há batismos a missa é sempre muito participada, é uma festa que une toda a aldeia, católicos e não católicos.

Depois da missa saio rapidamente para Bangui, onde chego debaixo de um grande aguaceiro, típico desta estação do ano.

Estou aqui com Patriot Luis, os dois carpinteiros, de Baoro, e com eles, entre segunda e quarta-feira, cavamos 60 telares entre as janelas e as portas. É um trabalho prolongado e pesado, mas juntos trabalhamos com muito entusiasmo

Também na África Central é obra: dentro de duas semanas haverá um referendo para mudar a Constituição. A atual, elaborada em 2016, deveria ser substituída por uma nova. O pretexto oficial é o de “adapta-la” a um contexto novo. Na realidade é a vontade de garantir posteriores mandatos ao atual presidente (que com a Constituição de 2016 não poderia concorrer).

São decisões importantes e graves, que podem desestabilizar posteriormente um país já muito frágil.

 Vamos ver!