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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Dia do doente



Dia do doente
O dia11 de fevereiro, de todos os anos, festa da Virgem de Lourdes, celebra-se o dia do doente: um momento de reflexão, mas também de presença e de proximidade a quem se encontra doente. Uma luz na obscuridade da dor, uma semente de esperança, uma centelha de ressurreição.
Na África-Central o sistema sanitário é muito frágil. Poucas estruturas, poucos médicos, (concentrados sobretudo na capital), pouquíssimos serviços. Tudo a pagar. Desde as consultas aos medicamentes, desde as operações aos partos.
Para uma família, para uma pessoa, especialmente se está só, ou é idosa, é quase  impossível encontrar dinheiro para fazer uma operação. Às vezes já é complicado encontrar 500 ou 1000 f (cerca de 1 euro), para ser consultado por um enfermeiro ou por um médico, (se é que os há…). Torna-se quase impossível comprar medicamentos, ou enfrentar os gastos de uma intervenção cirúrgica (para uma hérnia são precisos uns 100 euros, e num país onde o salário médio - para quem tem trabalho - é de uns 30-50 euros).
A Igreja está muito comprometida com os cuidados de saúde, com dispensários, maternidades, centros de saúde, hospitais. Mas também com um sistema de medicamentos de qualidade, comprados a maior parte na Europa e depois postos à disposição das diferentes estruturas sanitárias, (privadas e públicas), a preços baixíssimos. Sem contar a ajuda que se presta a centenas de pessoas que vêm pedir para serem tratadas.
O 11 de fevereiro, encontramo-nos, como todos os anos, no hospital, onde temos vindo celebrar a Eucaristia, e abençoar todos os doentes. Foi bom ver os vários movimentos da paróquia comprometidos na limpeza do hospital, mas também na entrega de alimentos, produtos de higiene, e ajuda aos enfermos.
Nestes dias desci rapidamente a Bangui, para acompanhar a Giacomo, um dos nossos voluntários, que regressa a Itália depois de três meses de presença em Bozoum.


Giacomo





 










domingo, 9 de fevereiro de 2020

Feira de Bouar




Feira de Bouar
Acabo de voltar de Bouar, onde acompanhei dois doentes para fazer uma consulta de oftalmologia. 120 quilómetros para encontrar um, (oftalmologista), e tivemos  sorte por tê-lo encontrado  "relativamente perto".
O consultório de oftalmologia encontra-se dentro do Centro S. Miguel, um centro nascido para tratar e acompanhar os doentes da SIDA. Há dois anos, com a ajuda do Ministério dos Assuntos Estrangeiros da República Checa, conseguimos construi-lo e equipá-lo. É operacional e precioso para as muitas pessoas que podem ser atendidas, curar-se e encontrar, aí medicamentos e óculos.
Também fui a Bouar por outra razão: A Feira Agrícola abre hoje. É a décima edição: tínhamos começado depois de alguns anos da de Bozoum, e já funciona com bastante independência, com o apoio de uma Associação italiana (Jiango Be Africa), da  Associação Mulheres cristãs e católicas de Bouar e da FAO e WFP.
Também aqui há grande festa (com uma boa presença feminina), muitas cooperativas das aldeias da região de Bouar, e muitos produtos.
Meu sonho? Uma feira cada ano nas 16 capitais da prefeitura da África-Central.









sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

16ª Feira Agrícola de Bozoum. Segundo ato






16ª Feira Agrícola de Bozoum. Segundo ato
Aberta na sexta-feira de manhã, dia 24 de janeiro de 2020, a16ª feira agrícola de Bozoum continuou por mais uns dias, até domingo dia 26. 
No sábado de manhã, no segundo dia, fui à Feira muito cedo, e percebi que havia muito menos sacos que no dia anterior. Era um bom sinal: quero dizer que as vendas estão indo bem.
Às 8'30h. partimos com os Ministros, e as várias delegações, para os arrozais de Bozoum: também este ano, aqui, os resultados têm sido excelentes, com uma média de 5 toneladas de arroz produzido por hectare. A nota dolorosa foi a destruição de 17 hectares de arroz desaparecidos pelas inundações de agosto (causadas em parte pelas fortes precipitações, e em parte pelos trabalhos da escavação no leito do rio Ouham, pelas empresas chinesas).
Ao voltar a Bozoum passamos pela Rádio "La Voix de Koyale", que acolhe os Ministros para uma bonita entrevista.
Pela tarde fomos a visitar as já famosas "hortas de Bozoum", peças mestras de precisão, beleza, cor e muito trabalho.
Domingo pela manhã, depois da Missa celebrada pelo Secretário Nacional da Cáritas, o Sacerdote Alain, preparamos tudo para a entrega dos prémios. Em todas as Feiras há dois concursos: um reservado aos stand e expositores, e outro para as melhores hortas. Há muita esperança para este duplo reconhecimento, que premia as pessoas, e as cooperativas que se destacaram no trabalho e na exposição dos produtos.
E finalmente, as várias autoridades entregam o diploma, uma medalha e alguns presentes, aos 10 primeiros expositores e aos trabalhadores. Um reconhecimento merecem também os nossos alunos da última turma do Liceu Santo Agostinho, que trabalharam estupendamente na recolha, e na elaboração dos dados sobre os produtos, e sobre as vendas.
Pela tarde a festa continuou, mas já não se encontra quase nada que comprar. Dos mais de 3,600 sacos que chegaram, não sobrou nenhum.
Na segunda-feira, pela manhã, enquanto fazíamos o balanço do que se vendeu, ficamos espantados pelo sucesso desta edição: o dobro do ano passado. As vendas superaram os 90 milhões de cfa (mais de 150.000 euros).
Adeus e até à próxima edição
 


Visita alle risaie
Visite au Centre Rizicole


Il Ministro dell'Azion Umanitaira
Mme le Ministre de l'Action Humanitaire





Paolo Silvestro e Enrico Massone

Suzanne, vincitrice del Concorso degli orti



Il Ministro dell'Agricoltura premia gli alunni del nostro Liceo St Augustin
Le Ministre de l'Agriculture décore nos élèves de St Augustin

Giuseppe Occelli



P.Davide

Il vincitore del concorso della Fiera 2020
Le vianqueur de la Foire 2020

La nostra ricchezza è la terra, non sotto terra
Notre richesse est le sol, pas le sous sol