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sábado, 21 de julho de 2018

O Carmelo


Pedaggio per la manutenzione delle strade
Péage pour l'entretien routier

O Carmelo
Para os Carmelitas, a figura de Maria tem uma importância muito significativa. Quando, por volta do ano 1200, alguns Cavaleiros Cruzados se retiraram para o Monte Carmelo, na Palestina, para se dedicarem à oração e à escuta da Palabra de Deus, para eles foi natural escolher Maria como modelo, Mãe e Irmã.
Domingo celebramos a Festa de Nossa Senhora do Carmo, em Bozoum. Vinte e nove pessoas receberam o Escapulário, que é um pequeno pedaço de fazenda de lã, que nos recorda o Hábito carmelitano, sinal de Consagração a Maria, e da sua proteção.
Ao fim da manhã meti-me no carro para seguir para Bangui. Os 400 quilómetros de estrada estão cada vez piores. Haverá uns 300 quilómetros de estrada asfaltada, mas são muito mais perigosas, porque estão cheias de buracos. Mas… a cada 50 quilómetros tem que se pagar para a manutenção da estrada.
Em Bangui a Festa da Virgem do Carmo celebrou-se na segunda-feira, o dia exato da Festa. Para a nossa Comunidade é um grande acontecimento. De manhã há uma longa procissão entre as palmeiras e as árvores da zona, enquanto que pela tarde foi a Missa Solene, presidida, este ano, por D. David Chartarse, secretário da Nunciatura.
Segunda e terça-feira estava comprometido com a Cáritas para uma sessão de formação e intercambio, na qual participaram os diretores diocesanos. Infelizmente, um dos nossos, o Sacerdote Firmin, de Bambari, não esteve presente: tinha sido assassinado por bandos armados há duas semanas.
Quarta-feira saí de Bangui, e voei até aos Camarões. Lheguei por volta do meio dia a Douala, e aqui consegui comprar livros para a nossa escola média e para o liceu Santo Agustinho; é um gasto importante, mas é mais importante ainda que os alunos possam ler e estudar seriamente.
Às 15 horas consegui apanhar um autocarro para Yaundé. São à volta de 270 quilómetros, mas leva-se mais de cinco horas  e meia para chegar. O trânsito na cidade é caótico, e a estrada é estreita, com desvios e imprevistos…
Em Yaundé tive um encontro com os Irmãos de Hábito e Susana, a Mãe de Hipólito. Na quinta-feira, pela manhã, fui com ela para completar o dossier e para pedir o Visto que lhe permite ir à Itália, para estar algum tempo com o seu filho. Mas o processo é longo. Depois de ter conseguido os documentos, que lhe faltavam, fomos à repartição do Visto, mas às 11,30h. já estava fechada, e os números de telefone indicado não respondiam. Não nos restava mais nada senão esperar para outra data, que será na próxima quarta-feira. Se Deus quiser, e tudo correr bem.
le strade...
les routes "entretenues"...


Festa al Carmelo

Riunione Caritas







Yaounde



sexta-feira, 13 de julho de 2018

Mães...









Mães...
É uma semana com muitas Mães.
Segunda-feira pela manhã  Susana Yadole, que já o ganhou muitas vezes concurso das hortas de Bozoum, e Mãe de Hipólito, partiu de Bozoum para visitar o seu filho que está em Itália. Hipólito é um rapaz de Bozoum, que ficou paralítico, depois de uma queda na escola. Ante as chagas e os problemas sanitário que o estavam matando, conseguimos que fosse para Itália, onde foi acolhido em Savona por uma pequena e grande família: a Mãe Manuela, o Pai Florencio, Alejandra, Daniela, e dois cães.
Hipólito está melhor, mas nós damo-nos conta da necessidade de que esteja um pouco de tempo com a sua Mãe. E, vendo que por agora, ele não pode voltar a Bozoum, foi a sua Mãe lá, para estar com ele.
A viagem é longa: há que ir aos Camarões, para solicitar (e esperar consegui-lo) o visto e, só depois, ir para a Itália.
Quarta-feira fui a Bouar, onde acompanhei a Ir. Anita que sai para o Congo, para um tempo de descanso, e para voltar à sua família
Quinta-feira pela manhã, houve uma reunião, a primeira, da Comissão Diocesana dos Meios de Comunicação Social: Discutimos sobre a Rádio da Diocese (cujo nome é Siriri, que em Sango significa “Paz”). A Rádio, na África-Central, constitue um grande instrumento de informação, e de fromação. Com a ajuda da Diocese de Chiavari (GE), e um particular de Tele Rádio Paz, esperamos ampliar o território no qual se possa captar, de forma a que chegue às doze Paróquias da Diocese de Bouar.
Falámos também da presença na Internet. Desde há alguns meses, graças ao amigo Mauricio Urbani, há um site dentro da Diocese: http://www.diocesebouar.org/  .
De tarde fui ao Centro de Saúde de AIDS de S. Miguel. Aqui, com a ajuda do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Checa, e da ONG SIRIRI, estamos a constuir um ambulatório de oftalmologia, onde quem tem problemas de olhos encontrará pessoal, remédios e instrumentos para curar ou, ao menos, melhorar as suas condições.
E termino com outra Mãe: em todas as nossas Comunidades Carmelitas estamos preparando a grande Festa de Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, a 16 de Julho. E a Ela   confiamos toda a humanidade. 
la partenza della mamma di Hyppolite (la prima, in piedi, a sinistra)
le départ de la maman de Hyppolite (en haut, la première à gauche)






Il centro di Oftalmologia in costruzione
le Centre Ophtalmologique en construction



Ritorno a Bozoum
en rentrant à Bozoum




sábado, 7 de julho de 2018

Caná







Caná
No Domingo, o 1º dia de julho, depois de ter celebrado o encerramento das outras escolas da Missão, é a vez do Centro de Formação Feminina “Caná”.
Aberta em 2004, esta pequena escola está reservada para as jovens e senhoras que recebem uma formação sobre puericultua, economia familiar, cozinha, costura, corte, bordados e obras de tear, durante três anos.
O Centro “Caná” é sustentado pelos amigos de Praga, da organização SIRIRI.ORG, e recebeu o nome do Evangelho. Foi em Caná onde Jesus realizou seu primeiro milagre, mudando a água em vinho, a pedido de Maria, sua Mãe. É, uma vez mais, um facto que põe em evidência a capacidade e o génio feminino.
Para o fim do ano escolar, as jovens e as mulheres fizeram tudo o que poderam. Presentes na Eucaristia, ofereceram a Deus, e aos pobres, parte do que elas fizeram. Presentes no salão paroquial com vestidos, camisetas, doces, roupa de cama bordada: Tudo feito por elas. Estavam presentes, pela tarde, para entregar as notas e os diplomas a quem terminou o caminho de três anos de formação.
Na segunda-feira,  pela manhã,  novamente!: às 4,30h. regressei a Bangui, onde cheguei às 11h. As estradas cada vez se encontram em piores condições, e para percorrer 400 quilómetros são precisas seis horas e meia. Também a parte asfaltada faz com que o carro trepide um pouco mais cada dia.
Terça-feira estava no nosso Convento do Carmelo de Bangui, para uma “cerimónia”. Tratava-se de colocar a primeira pedra de um curral (galinheiro).
Em 2016, depois da visita do Papa à África-Central, o governo italiano comprometeu-se a ajudar o país com um projeto de formação sobre agricultura, fixando-se especialmente nos jovens. O Carmelo é um grande centro agrícola de 130 hectares, criado pelo Pe. Anastasio, há já uns vinte anos, com o fim de ajudar as pessoas e o país, por meio da agricultura. Trata-se de uma grande plantação de palmeiras de azeite, outra, recentemente começada, de café, e um grande viveiro de plantas tropicais. Há, ao mesmo tempo, uma granja com 80 vacas.
O projeto que implica a Itália, a FAO, a ONG COOPI, alguns prémios Nobel (Yunus e outros), começa por fim a tomar forma, e na terça-feira fez-se uma simples cerimónia para apresentar o projeto e dar início ao trabalho. E brevemente, espero, que os primeiros jovens comecem os cursos de formação sobre agricultura, pecuária, e a transformação de produtos agrícolas….
Quarta-feira às 4,30h, saí de Bangui, e pela tardinha estava finalmente em Bozoum, depois de passar por Baoro e Bouar.
Sempre adiante!

CANA





















sexta-feira, 29 de junho de 2018

Um pouco de calma (quase)






Um pouco de calma (quase)
O fim do ano escolar traz também um pouco de calma. Pouca, dura pouco, mas já é alguma coisa.
Na sexta-feira terminou o exame de (BAC) para os alunos do nosso liceu San Agustín. As provas são todas por escrito,  e agora as correcções far-se-ão em Bangui. E começa a espera por saber os resultados.
Durante estes dias visitei os arrozais de Bohoro, a 7 quilómetros de Bozoum. Em abril tínhamos começado os trabalhos para reparar a represa e limpar o lago artificial que serve para garantir a água durante a estação seca, e ter dois ciclos de produção de arroz por ano. O trabalho terminou, e agora o lago está cheio de água e os agricultores estão preparando as sementes para o novo ciclo de arroz.
No sábado, pela manhã, fui ao turno da Assembleia Geral dos sócios da Caixa de Aforro e Crédito de Bozoum. Apresentaram o balanço e as diversas actividades deste Banco, que é práticamente o único que há fora da capital
Segunda-feira, de manhã, fui a Bouar, e depois a Baoro. Hoje os Bispos da África-Central voltam às suas residências, depois da sua reunião em Berberati. Baoro fica em caminho, e nós acolhemo-los com alegria para refeição. Também esteve o Cardeal Nzapalainga, e todos os Bispos do País. Partilhamos a alegria do nosso encontro, a Paixão pela Igreja e pelo povo, mas também as preocupações do País. A paz é frágil. E falta completamente numa grande parte do território. As pressões do exterior são muitas e grande parte da classe política local não parece preocupada com o bem comum, mas bem ao contrário.
Ânimo!
la diga della risaia
le bassin du Centre Rizicole


Maturità 2018
BAC 2018


Assemblea Generale della Caisse d'éèargne et Crédit de Bozoum

i Vescovi del Centrafrica con la comunità di Baoro