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sábado, 31 de julho de 2021

Escolas e Igrejas

 


 

 

Escolas e Igrejas

 No sábado 24 de julho voltei a Baoro, depois dos dias que passei em Bangui.

Do domingo 25 celebrei a Missa em Zoungbe, uma aldeia muito pequena na estrada que vai para Bangui. Hoje temos dois batismos e uma primeira comunhão. Para a Comunidade é um bonito momento de festa, no qual  também participam os cristãos das aldeias vizinhas.

Nestes dias começaram as aulas da escola-guia para os alunos do 2º ano da nossa Escola Mecânica: teoria e prática. Os dois professores explicam a teoria, com sinais de sinalização (que muito raramente verão nas nossas estradas); e a prática a realizam no campo de futebol, e depois na estrada asfaltada (que igualmente raramente verão).

Durante estes dias estamos reconstruindo a capela de Pate Bonambolo, uma aldeia a 15 quilómetros na estrada para Carnot. É una bonita capela, construída em 1967, o telhado (e alguma coisa mais) terão que ser reparados

Em frente da Missão, aqui em Baoro, há uma escola elemental. Esta manhã o diretor chamou-me, para o ajudar a reparar o telhado de um dos edifícios, desaparecido devido a um temporal muito forte no mês de abril. Infelizmente a escola está ocupada por militares (centro-africanos e russos). Chegaram em fevereiro, estabeleceram ali a sua base, e não sabemos até quando vão ficar.

As crianças que a frequentavam tiveram que se mudar para as escolas mais próximas, que no entanto são distantes, principalmente para os mais pequenos. E forçaram os professores a dar um segundo turno, dado escola também de tarde.

 Tudo isto fez com que mais de 500 crianças abandonassem a escola.

Por uma escola ocupada!

 

 

Battesimi a Zoungbe
Baptemes à Zoungbe



Lavori nella cappella di Pate Bonambolo
les travaux dans la chapelle de Pate Bonambolo





Scuola occupata...
L'école occupée



Scuola Guida
Auto école - Baoro

 

 

sábado, 24 de julho de 2021

Escola mecânica: último ato, etc.

 


 

Escola mecânica: último ato, etc.

Sexta-feira, 16 de julho, festa da Virgem do Carmo.

Enquanto em Bangui o Cardenal Nzapalainga benzia a primeira pedra do novo Convento dos Carmelitas, em Baoro celebrámos o fim do ano letivo para os cinquenta rapazes que frequentaram as aulas todo o ano letivo. São jovens de Bouar, Baoro, e Ngaundaye, Berberati, Bangui, e que participaram nos cursos de (teoria e muita prática) durante dois anos.

Graças a vários amigos, entre os quais se encontra a Fundação MAMO de Verona, conseguimos terminar o ano, e dar o certificado de "Mecânico" aos rapazes do segundo ano. Os primeiros cinco alunos receberam também una bolsa com ferramentas, que lhes permitirá começar a trabalhar

Alguns entre eles, nos dias seguintes, começaram as aulas da Escola Guia, que durará até meados de agosto

 No domingo 18 de julho celebrei os batizados em Barka Bongo, e quarta-feira fui a Bangui para seguir os trabalhos do novo Convento.

Quinta-feira parti para Batalimo, uma vila junto ao rio Oubangui, em pleno bosque, a 120 quilómetros de Bangui. Aqui visitei uma serração, para escolher a madeira para as portas e janelas, que serão feitas pelos carpinteiros de Baoro.

Sexta-feira pela manhã tive uma reunião com os funcionários da empresa construtora, para apresentar o projeto e fazê-los participar nesta grande obra de construção.

Bom trabalho.


Ecole mécanique: les enseignants - gli insegnanti

Ecole mécanique de Baoro





Barka Bongo


Bangui, Carmel

Batalimo, il fiume Oubangui
Batalimo, le fleuve Oubangui





 

 

 

 

domingo, 18 de julho de 2021

Quase conetados novamente!

 

 

 

Battesimi a Bawi
Baptèmes à Bawi

Quase conetados novamente!

A conexão finalmente está de volta, embora um pouco esporádica, geralmente lenta, e bastante cara.

No entanto o trabalho continua apesar de alguns percalços. .

Continuam as celebrações dos batismos nas aldeias. Depois de ter ido às aldeias mais distantes, estou agora ocupado, com as que estão mais perto. No domingo dia 11 estava em Dobere, onde celebrei nove batizados, e vinte novos catecúmenos começaram o caminho de preparação para o batismo. Aí celebrei, com alguma dificuldade, porque tive um ataque de malaria. Mas consegui terminar a celebração e sobretudo, viver com a pequena Comunidade da aldeia o Dom dos novos cristãos.

E chegamos assim ao fim de mais um ano letivo, embora um pouco lentamente, encerramos as atividades nas nove escolas das aldeias. Desde a segunda-feira até hoje, quinta-feira, tenho ido de escola em escola para assistir às pequenas cerimónias do fim do ano: algum discurso alguma poesia e alguma representação, e a entrega das notas.

Gosto de viver estes momentos com os professores, os pais e as crianças. Gosto de ver a fantasia dos professores, que compõem as poesias, os cânticos e pequenas brincadeiras que depois as crianças realizam. Gosto de ver, e com muita alegria e orgulho as caras das crianças quando recebem as qualificações (e sabem que foram aprovados). E gosto e me impressiona sempre ver o orgulho e a alegria dos pais que vão abraçar os seus próprios filhos, dando-lhe uma bolacha, ou simples um abraço.  

Es un momento difícil para todos. Este ano, por causa do medo da guerra, da covid e das eleições, o número dos alunos das nossas escolas diminuiu muitíssimo : de 1.800 alunos ao princípio do ano escolar 2019-20, passamos de 750 em junho de 2021.Mais de mil alunos não foram este ano à escola.

Tudo isto requer um grande esforço para acompanhar a todos no regresso à escola, já em setembro. Todos estamos trabalhando: pais, crianças, professores.

Coragem!

 


 


Pate Bonambolo

Dobere

Dayanga





Kouisso Baguera

 


quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ainda o silêncio

 Ainda o silêncio

Acabamos de "comemorar" sem ligação à internet e isso durante um mês para o país, África-Central.

A operadora telefónica "Orange", que está desligada desde 6 de julho está agora a reiniciar muito timidamente, mas apenas para chamadas. A conexão à Internet, no entanto, ainda não funciona. E as outras duas operadoras presentes no mercado, Moov e Telecel, são, se é possível, piores ainda. A conexão que oferecem, simplesmente não existe: Fazem pagar um serviço, mas não garantem nada. Também na capital, onde estive a semana passada, não se conseguia receber email ou receber mensagens no whatsapp. Na capital!

Coragem. Quando, por alguma dezena de minutos Google ou o Facebook não são acessíveis, é uma notícia que faz dar a volta ao mundo. Acabo rindo-me, pensando no nosso mês sem conexão...

Hoje consigo escrever alguma coisa, mas só porque vim a Bouar, a 70 Quilómetros de Baoro.

Esperamos que, antes do Natal, possamos encontrar uma solução!

Entretanto sigamos em frente.

A 18 de junho enceramos o ano letivo do nosso jardim-infantil "Il Germoglio". As 230 crianças que o frequentam ofereceram um lindo espetáculo, com músicas e cenas, e começaram as férias.

Entretanto, as atividades pastorais continuam nas aldeias. É a época dos batismos, das primeiras comunhões, dos casamentos. Eu celebrei esses sacramentos nas aldeias mais distantes nos dias 19 e 20 de junho em Samba Bougoulou, 26 e 27 de junho em Bayanga Didi e Yoro, e em 4 de julho em Bawi.

São momentos muito fortes, e importantes, para a Comunidades cristãs de todas as aldeias. Precedidos por uma longa preparação com os catequistas, pelos exames com o Sacerdote e o catequista, e pelos últimos preparativos (conseguir fazer as tranças, para as senhoras e raparigas), as Missas dos batismos são intensas e muito participadas.

Aproveito as visitas às aldeias, para tratar de entender qual é a situação escolar (frequentemente desastrosa), a segurança, a higiene e tudo o que é a vida das mulheres e homens em lugares onde há pouco, e as necessidades são muitas.

Assim sucede em Bayanga Didi, esperando a chegada dos catecúmenos, observo a bomba do poço. Uma bomba a pedal, avariada desde janeiro. Os gritos das mulheres e das crianças, quando chegou a água, enchem-me de alegria.

Alegria 2.0.