Número total de visualizações de páginas

domingo, 3 de junho de 2018

De Volta a casa



Aeroporto di Parigi

De Volta a casa
Sair é algo comum para muita gente e, para um missionário, o é de um modo particular.
Depois de algumas semanas em Itália, estou de volta a Bozoum.
O tempo voou. Entre viagens, reuniões, encontros, vigílias (mas também, jantares ou café, ou ‘capuchinhos’), pude encontrar-me com muitíssimas pessoas, Comunidades, Paróquias, associações, escolas, universidades, TV e periódicos. E sempre descobri com grande alegria, muita simpatia para com a África-Central, e para com a Missão de Bozoum. 
Partir com o encargo recebido de muitas pessoas, é um compromisso e um dom importante. Um dom porque existe/revela muita estima e afecto. Compromisso porque não chego a Bozoum sòzinho, mas trazendo o apoio de muitas pessoas que ajudam: trabalhando e rezando por Bozoum.
Terça-feira, pela manhã, 29 de maio, o despertador tocou às 2,30h. da madrugada: meia hora depois estava no carro com Pablo, que me acompanha. Passamos pela casa da família, para apanhar a minha irmã Marisa, e às 3,10 saímos de Cuneo, debaixo de chuva, para Turim. Às 4,30 estavámos no aeroporto, depois de ter despachado a bagagem, era o momento (nunca fácil) das despedidas.
Às 6,5 saí para Paris, onde às 10,10, segui para Bangui. O vôo (por fim) foi pontual e cheguei, juntamente com Mario Mazzali (o impagável ‘manitas’ das nossas Missões) a Bangui pouco antes das 16 (hora local, às 17 em Itália). Recuperamos toda a bagagem (outro milagre) e seguimos para o nosso convento do Carmelo, onde encontramos a Comunidade.

Celebrei a Missa às 19 horas. O Evangelho do dia foi outra consolação: “Em verdade vos digo que ninguém que tenha deixado casa, irmãos ou irmãs, a Mãe e Pai, filhos ou terras, por Mim e pelo Evangelho que não receba agora, já neste mundo, cem vezes mais em casas, irmãos, irmãs, Pais, filhos e terras, juntamente com  perseguições, e na vida futura, a Vida eterna” (Mc 10, 30-31).
Quarta-feira, pela manhã, saí cedinho (às 4,30, porque me tinha esquecido da mudança da hora) mas encontramos fechada a passagem ao quilómetro 12, (da saída de Bangui), devido à tensão das semanas passadas. Pelas 5,30 abriram-na e partimos. E por volta das 12h. chegamos a Bozoum, fomos acolhidos pelas pessoas e pelos PP. Norberto e Mateo, e pelas Irmãs Anita e Ana Maria.
A 31 de Maio foi a Festa da Visitação de Maria a Isabel. Encerramos o mês de Maio com uma Missa na colina de Talo, desde onde uma Imagem da Virgem vigia e protege a cidade.
Benvindo a Bozoum.



La veranda di Bozoum







segunda-feira, 28 de maio de 2018

Cuneo Milão Roma Cuneo Bangui



Cuneo Milão Roma Cuneo Bangui
Estou de regresso; terça-feira voltarei à África-Central,  um pouco cansado mas feliz com tanta simpatia, oração e estímulo que recebi de muitíssimas pessoas. Obrigada.
Nestas semanas tentei encontrar o maior número de pessoas, e responder ao convite para falar sobre a África-Central. Não consegui responder a todas elas, mas quase.
O Livro “Coragem” vai bem. Os 1000 exemplar, práticamente estão esgotados.
No fim da semana em Ligúria, onde visitei as nossas Comunidades Carmelitas (mas também o Bispo emérito de Bouar, e muitíssimos amigos), participei, no sábado 19 de Maio, nas Festas de diversos aniversários dos Irmãos de Hábito: alguns celebraram os 70 anos de Ordenação Sacerdotal, outros os 50 anos de vida religiosa. Foi um bonito momento de festa e fraternidade.
 Nesta última semana tive algumas conferências em Como, Cassina Amata e Milão. Seguidamente fui a Roma onde, quinta-feira de manhã participei num programa em direto, na Televisão TV2000 (com um acolhimento caloroso), e logo a seguir tive que dar duas entrevistas (em RAI3 e com a “Ajuda à Igreja que Sofre):
Ao voltar de Roma, fui com o Pe. Federico Trinchero a visitar a Fundação Minoprio, para ver se podem colaborar connosco para a Escola de Agricultura de Bangui.
E finalmente, na Terça-feira voltarei a África-Central. Foi bonito ver e experimentar tanta simpatia. Levo todos comigo: e juntos, eu lá, e vós cá, seguimos vivendo, trabalhando, rezando e atuando para Bozoum e para a África-Central.
Obrigado.



Arenzano










Fondazione Minoprio





sexta-feira, 18 de maio de 2018

Itália, Itália

 

Itália, Itália
Estes últimos dias não tem aparecido nada escrito no blog, para estar mais concentrado com a minha presença em Itália.
Nestes dias tentei estar presente, um pouco mais com todos: com a minha família, a família carmelita e com muitas outras pessoas que querem saber algo mais da África-Central e de Bozoum.
A minha família:  a minha Mãe, com os seus 91 anos, bem conservados, aparte do cansaço ao caminhar. Minha irmã Marisa, com a sua família “e o bar Baramò (que é a saudação em sango, a língua nacional de África-Central), o meu irmão Juan, e depois a Paróquia e muitas outras pessoas que fui encontrando.
Esta semana estou na Ligúria, onde me reuni com as nossas comunidades carmelitas. Acolhimento caloroso, muita fraternidade e a ajuda simpática, e a oração dos conventos e mosteiros.
A semana passada (três dias para 1500 quilómetros) estive em Milão (povos e missões, família e futuro), onde encontrei amigos, e falamos da África-Central, da Igreja, etc. Bozoum…; no dia seguinte estive em Pegognaga com Mario Mazzali, nosso sem igual voluntário “manitas”, com a sua mulher Luigina. Depois segui para Ferrara e Lendinara (Rovigo), onde encontrei outros amigos de Bozoum. No terceiro dia fui a Turim, ao salão do Livro… Aqui encontrei outros amigos, mas também uma pessoa muito especial: Grégoire Ahongbonon. Nasceu em Benin, desde à alguns anos que se dedica aos doentes mentais de numerosos países de África, libertando-os literalmente das cadeias, curando-os e tratando-os. Uma ideia boa também para Bozoum…
Depois de uma saudação ao jornal La Stampa, voltei para Cuneo.
E a viagem continua. Estarei em Itália até o dia 29 de maio; pois ainda há muito que fazer e muitas pessoas boas a quem encontrar.
 




Grégoire Ahongbon





domingo, 6 de maio de 2018

O Livro











O Livro
1º de maio de 2018: em Bangui, capital de África-Central, pessoas armadas entraram na Paróquia de Fátima, e lançaram bombas de mão e dispararam sobre as pessoas reunidas para a Missa. O balanço foi de 16 mortos pelo menos, entre os quais estava um sacerdote que eu conhecia. As pessoas, já no auge da situação, organizaram uma marcha e  levavam os cadáveres de algumas vítimas para o palácio da Presidência, onde foi dispersada pelos militares.
Foi uma notícia terrível. O medo que a violência desencadeou foi fortíssima: 1,80% do país está nas mãos dos rebeldes, e, na mesma capital, há bairros inteiros nas mãos de bandos armados.
O Cardeal, Arcebispo de Bangui, lançou uma mensagem que convida à Oração e à calma, mas, ao mesmo tempo, pede que a verdade sobre o sucedido se ponha de manifesto…. A paz agora está muito longe.
A primeira semana do mês de maio, depois de uma breve visita aos irmãos de Bocca di Magra, gira em torno do livro que contém os textos deste blog, desde o primeiro de 2008, aos outros 320 (artigos) entre 2011 e 2017.
Acaba de sair da imprensa; o livro tem por título: “ Coraggio. Bisogna dare battaglia perché Dio conceda la vittoria” (Ânimo. Há que dar batalha para que Deus conceda a vitória).
Quinta-feira, à tarde, será a apresentação oficial em Cuneo, num contexto belíssimo: uma serra cheia de plantas e flores, posta à disposição pelos amigos Roagna. Paulo Silvestre (mas não só ele) trabalharam na criação deste livro, e junto com Fabricio Brignone (que escreveu o prólogo) fez a introdução, e a seguir deu-me a palavra. Há muitas pessoas. Estão presentes, também alguns Irmãos Carmelitas. E ao fim da tarde vendemos os primeiros 77 livros.
Sexta-feira convidaram-me para ir à Universidade de Turim, onde falei sobre Bozoum a uma centena de estudantes do 3º ano. E pela tarde já estava em Dogliani, onde a RAI me fez uma entrevista, e onde pude falar sobre o livro.  (http://www.rainews.it/dl/rainews/TGR/basic/PublishingBlock-8cbbd8fc-3365-4785-a7ec-950b73541553.html#)
Ânimo!









Università di Torino



A Dogliani con RAI 3