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domingo, 20 de fevereiro de 2022

Que bonito!

 



Yoro

Que bonito!

 

Entre as várias aldeias onde existe  uma comunidade cristã, há sempre uma pequena  igreja. Estas igrejas são feitas com alguns postes de madeira e o teto em palha, e muitas vezes são mais sólidas que as feitas com cimento e tijolos

As celebrações são muito vivas e participadas, mas as capelas são com frequência muito simples e despidas. Por esta razão tentamos enriquece-las com desenhos e pinturas: de qualquer modo tem o padroeiro da capela, e as pinturas alegram o ambiente e ajudam a rezar.

Nestes dias tenho andado a visitar as aldeias mais distantes, saí na sexta-feira de tarde com três operários/artistas. São eles que tem estado a fazer a decoração das capelas de Yoro, Bayanga Didi e Samba Bougoulou.

Uma vez chegados a Yoro, depois de muitas horas de carro, os operários começaram imediatamente a trabalhar, o que fizeram, até bastante tarde no sábado. A capela de Yoro está dedicada à Sagrada Família. As pinturas são de: São José que abraça  Jesus, com a Virgem Maria por detrás, e a fuga para o Egipto

Quando, no domingo celebrámos a Euraristia e o batismo de doze recém nascidos, expliquei as pinturas. Agora será mais fácil e devoto rezar nesta igreja.

Sábado pela manhã fui a celebrar a missa à pequena aldeia de Sinaforo, e à tarde passei por Bayanga Didi para preparar o trabalho dos artistas.

Nestas aldeias há muitíssimas crianças. Infelizmente as escolas não funcionam: em Bayanga Didi ainda não começaram as aulas, entretanto, pedi a trinta crianças para lerem o que eu tinha escrito no altar, e nenhum delas foi capaz de o fazer.

Mas logo de seguida em Bayanga Didi, tive uma bonita surpresa: enquanto cumprimentava, primeiro a um criança, as demais crianças começaram a recitar de memória uma poesia (que tinham aprendido no jardim-infantil, que tinha sido aberto à pouco tempo). O tema da poesia era: "O carro do P. Aurelio".

Quarta- de manhã saí para Bangui, para visitar a obra do novo convento. Os trabalhos continuam pouco a pouco.

A estrada para Bangui (a artéria principal pela qual passa  95% das mercadorias) está em pessímas condições, especialmente entre este local e Yaloke. Quando voltei encontrei os trabalhos em curso, financiados pela Banca Mundial. A esperança é muita, mas, desagrada-me ver os trabalhos que estão muito mal feitos: depois de terem tapado alguns com terra, cobrindo-os com areia e com alcatrão.

São trabalhos bem financiados, e a falta de controlo torna-os quase inúteis: dentro de alguns meses, a passagem dos camiões e a estação das chuvas estragarão grande parte do trabalho.



Sinaforo

Pittore all'opera
L'artiste au travail

Battesimi a Yoro
Les baptèmes à Yoro

Yoro, la Santa Famiglia
Yoro: la Sainte Famille



Lavori al nuovo convento di Bangui
Travaux du nouveau couvent de Bangui


Lavori in corso
Travaux routiers





domingo, 13 de fevereiro de 2022

Marchas, visitas, etc.

 

 

 

Marchas, visitas, etc.

 

Na passada Sexta-feira acompanhei ao aeroperto a minha irmã, Marisa, o seu marido Flavio  e  Paolo.

Marisa e Flavio estiveram comigo dois  meses, e juntos  compartilhamos a vida da  missão com as suas alegrias e as suas dificultades. Paolo juntou-se a eles nas três últimas semana,  com ele e  com os demás pudemos viver a Feira de Bozoyum.

Andar de um lado para o outro é sempre um momento difícil, também para quem faz disto uma vida, como o  missionárioro. Mas é uma  passagem obrigatória,  a amizade e o relacionamento encurtam os quilómetros e as distâncias.

Voltei pela manhã a Baoro, e de tarde fui até Bouar, para visitar a Feira Agrícola da- qui. Que começou a realizar-se em 2010 pela Cáritas, e agora continua graças a uma Associação de mulheres e à ajuda de uma organização italiana, Jiango Be África.

No domingo fui a celebrar a missa a Samba Bougoulou, a 38 quilómetros de Baoro. Dou conta que havia  pouca gente, e muito medo. Acabei por descobrir que os militares presentes na aldeia vizinha obrigaram a população a ficar em casa e a construir uma casa para eles. E não só: um dia antes, os militares espancaram dez jovens.

Depois da missa, fui a visitar os jovens espancados, e eles contaram-me o que se tinha passado. Entretanto encontrei-me, com os militares, e tentei fazê-los entender que não podem tratar dessa maneria a população.Terão entendido?

Nestos dias realizamos algumas reparações na casa, e começamos algumas obras á algumas semanas, na casa Ata (avó), Abigaellle e Patrick queimaram-se . A avó agora cuidada dos dois e dos outros irmãos mais velhos, depois da morte dos seus pais.

Justamente nestes dias recebi algum dinheiro de "Cuneo Volley", a equipa de voleibol masculino (que à manhã pela tarde jogará a final da Copa da Itália). É um dos casos raros em que a Cáritas de Bouar é patrocinada (e  patrocinadora ao contrario... no sentido de que todos os anos Cuneo Volley devolve una ajuda para a construção de casas para os pobres).

Ontem acompanhei-os com o pedreiro para ver como reconstrui-las.

Obrigado!





Bangui

Fieda di Bouar
Foire de Bouar


Vittime delle violenze dei militari a Samba Bougoulou
Les victimes des violences des militaires



Abigaelle, Patrick e la nonna


 

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Bendita feira!

 

 

Suzanne
 

Bendita feira!

 

Também este ano, apesar de tudo, conseguimos organizar a Feira Agrícola de Bozoum. É a 17 Feira desde 2004 até hoje

O ano passado, por causa da guerra, não pudemos fazê-la. E este ano, as dificuldades continuam. As zonas de Bocaranga, Ndim e Ngaudaye são teatros de combates de rebeldes: os mercenários russos e militares centro-africanos impedem a população de ir aos campos: em algumas estradas há minas e uma ponte muito comprida entre Bocaranga e Bozoum está destruída, impedindo quase a passagem, e obrigando os camionistas a passar por Bouar (enfrentando muitos riscos), e ter que fazer mais 150 quilómetros. E como se isto não fosse bastante puseram, postos, como de costume, e também diferentes barreiras de militares e polícia, para bloquear os camionistas, exigindo dinheiro para os deixar passar.

Os perigos e o custo dos transportes (mais que duplicaram) e assim o número de camiões de transportes reduziu muito. Especialmente os que veem de longe

Mas… quando na sexta-feira 28 de janeiro abrimos a Feira com o desfile das cooperativas, vimos rostos cheio de alegria e de orgulho de muitas mulheres e homens,que vieram de Bozoum, e de aldeias de perto e de longe.

 Estavam presentes 160 cooperativas, um record na história das Feiras. E expuseram nos standes que tínhamos preparado para toda a espécie de produtos: desde mangas de Bocaranga, a feijões de cor, café, amendoins, arroz, milho sésamo, saladas, tomates... e muitos mais produtos agrícolos.

Três dias de Feira, e todo a gente de Bozoum presente no mesmo lugar: uns compram, outros vendem e além de mais, restaurantes, mercado, vendedores de roupas, bebidas, comida, etc. Uma festa para toda a cidade.

Sexta-feira de tarde visitámos 24 hortas: além do espetáculo de limpeza, beleza, precisão e cores. São muitas as mulheres que fazem e cuidam das hortas, este ano havia também uma horta magnífica de una jovem de 16 anos, que veio pela terceira vez à Feira. Sinal de que a terra e o trabalho agrícola é interessante.

Organizar uma Feira é um trabalho muito difícil. É o pessoal da Cáritas, que trabalha a desde há anos. Também os alunos do nosso Liceu Santo Agostinho, este ano fizeram um trabalho genial no acolhimento, também ajudaram os expositores nos contratos, nas vendas, nos preços e no cálculo das vendas realizadas, que venderam. E o resultado foi 90 mil euros. Uma soma enorme, que reverte para as cooperativas e para a cidade de Bozoum e toda a região.

Estava presente também o S. Bispo de Bouar, que abriu e a benzeu a Feira. A nossa Associação "Amizade Missionária" de Arenzano ajudou economicamente o projeto

A única falta... a ausência de representantes do Governo e dos principais organismos (FAO e ONG

Mas de qualquer modo foi um grande Feira.

 

 

 


Gli alunni del nostro Liceo St. Augustin
Les élèves de notre Lycée st Augustin

La sfilata d'apertura
Le defilé de l'ouverture







Gli orti
Les jardins potagers




Premiazioni
Remise des Prix

Premiazioni
Remise des Prix

Il vescovo di Bouar
L?eveque de Bouar





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Remise des Prix