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domingo, 1 de maio de 2022

A "Conferência": reunião das aldeias em Bayanga Didi

 

 

 

 

 

A "Conferência": reunião das aldeias em Bayanga Didi

As comunidades cristãs destas aldeias são, em geral, muito pobres (como as outras aldeias por toda parte). Uma das preocupações dos missionários era e é, precisamente a de ajudar as pequenas igrejas das aldeias a administra-se a si mesmas, e a ter um mínimo de meios que lhes permita viver, ajudar os pobres, e sustentar o catequista que os acompanha e dirige.

Mas é muito difícil, especialmente nestas zonas onde circula pouco dinheiro, e onde os serviços (escola, sanidade) são inexistentes e/ muito caros.

E deste modo os cristãos inventaram uma fórmula curiosa de autofinanciamento, que une o útil (à formação) e à alegria (do encontrarem-se juntos em festa).

Quinta-feira 21 de abril pude sair de Bangui, um pouco doente por causa de ter caído na obra… Cheguei pela tarde a Baoro, e tive um pouco de tempo para me preparar e voltar a Bayanga Didi no dia seguinte

Na sexta-feira pela manhã saí às 5'30 horas. Havia, estranhamente, um pouco de neblina, e nada de tráfico (nenhum camião, carro, nenhuma moto e só vi um macaco).

Cheguei a Bayanga Didi pelas 9,horas depois de 80 quilómetros de estrada. Encontrei tudo preparado: os cristãos de 10 aldeias mais ou menos vizinhas (entre os 5 e 30 quilómetros), tinham chegado à primeira hora, a pé. São muito numerosos: mais de 300, e também a comunidade de Bayanga Didi. Os participantes deram uma pequena contribuição, que servirá para pagar os gastos com a comida e os vários serviços (higiene, sabão, amplificação).

E começámos imediatamente. Pela manhã fizemos a apresentação das várias aldeias, acompanhada pelos coros (que cantavam todos juntos). Ao meio dia fizemos uma pausa para almoçar, a comida foi  preparada pela aldeia (que para a ocasião) tinha comprado uma vaca. Que tinham matado de noite, a carne estava na casa ao lado da minha, e com o decorrer das horas o calor e o cheiro tornava-se mais forte.

De tarde começamos com uma catequese sobre a confissão, seguida pela missa. Tudo fora da capela, que se tornava insuficiente para acolher a todos.

Sábado de manhã, depois de celebrar a missa das 6'30, seguida do café, apresentamos o tema principal: mabe na kusala (fé e trabalho). É interessante  o tema escolhido, e o  interesse  é muito grande: como incide a fé na minha vida?

Pela tarde uma breve chuva refresca o ar, e preparamo-nos para o momento mais esperado: a dança das ofertas (dodo ti dimes). Cada participante, aldeia por aldeia, dançando e cantando levou a sua própria oferta. A aldeia mais generosa (a que oferecer mais) receberá todas as ofertas. Algumas aldeias conseguiram oferecer 30 euros, mas a aldeia de Bayanga Didi ganhou, ofereceu quase 150 euros: são quantidades grandes, doadas com alegria e orgulho.
O total das oferendas chegou quase aos 500 euros: esta conta será utilizada pela comunidade de Bayanga Didi para las necessidades da igreja: amplificação, música e outras coisas.

Mas o total e os vencedores permaneceram secretos, até ao dia seguinte. Domingo, depois de duas horas dedicadas às confissões, celebramos a missa e administramos o batismo a quatro meninos pequenos

E finalmente, anunciou-se a aldeia vencedora, Bayanga Didi, e quem vai organizar a próxima "Conferência": Sinaforo.

E deste modo, sempre coxeando um pouco, mas contento, pela tarde tomei o caminho de volta.

 

 

 

 


 

 



Un po' di pioggia, giusto per togliere la polvere
Un petit peu de pluie, juste pour enlever la poussière

 

Una batteria, una stampantina, e 2 giovani intraprendenti stampano sul posto le foto!
Une batterie, une petite imprimante, et 2 jeunes entreprenants impriment sur place les photos!





Momento di riflessione sul tema della giornata
Moment de réflexion sur le thème de la journée

 

 

 



La danza delle offerte (dodo ti dimes)
La dans des offrandes (dodo ti dimes)

 

Il conteggio e la verifica delle offerte di ogni villaggio
Le calcul et la vérification des offrandes de chaque village



 


 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Páscoa!

 

 


 

 

Páscoa!

A Semana Santa é um momento muito intenso. São dias cheios de Mistério e de Amor, que ajudam a impregnar-nos do sentido extraordinário da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Este ano celebrei o Tríduo nas aldeias, e foi uma experiência muito bonita. Para alguns, era a primeira vez que assistiam à liturgia do Tríduo. E houve uma participação muito grande

Quinta-feira Santa, dia da Eucaristia e do Sacerdócio, celebrei o ofício em Bawi, a 35 quilómetros de Baoro. Durante a Missa tivemos o Lava-pés a 12 pessoas, em memória do gesto sensível e fortíssimo de Jesus, durante a Última Ceia.

Sexta-feira Santa estive em Barka Bongo, a 42 quilómetros. Celebramos a paixão e morte de Jesus na Cruz: a celebração está marcada pela dor e pelo silêncio, mas também pelo pasmo, porque, como diz o evangelista João "Jesus, tinha amado os seus, e amou-os até ao fim".

O Sábado Santo, é o dia do grande silêncio.

De tarde fui a Dobere, a 55 quilómetros. Preparamos juntos a Vigília Pascal que começou às 18,30 e começou com a bênção do fogo novo, para depois se acender o Círio Pascal.

 E no momento do Glória a comunidade exulta de alegria com um canto porque o Senhor Ressuscitou.

No dia de Páscoa celebrei a missa em Bawi, também aqui houve uma grande festa.

Segunda-feira voltei a Bangui. Os trabalhos de reparação da nova estrada são de muita má qualidade Na segunda parte, entre Bossembele e Yalokè, quem está a fazer o trabalho é ONM, uma empresa paraestatal, sempre debaixo do controlo do estudo (?) Lege Engineering. Nesta parte, há mais trabalho: em alguns troços da estrada o velho alcatrão é removido, mas o novo consiste em unma capa muito fina de alcatrão líquido, coberto com um pouco de areia. E... os trabalhos terão que terminar antes do dia 14 de maio)  dentro  de um mês), e só estará terminada uma pequena parte,

Coragem!

 

 

 

Bawi - Giovedì Santo
Bawi, le jeudi saint

Mario

Barka Bongo - Venerdì Santo
Barka Bongo, le Vendredi Saint

Mbormo

Veglia Pasquale a Dobere
La veille de Paques à Dobere



Lavori (???) in corso
Attention... travaux!


 

 

 

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Em caminho para a Páscoa.

 

 

 

 

 

Em caminho para a Páscoa.

Aqui estamos, na Semana Santa: tempo de graça  tempo sobretudo do "grande amor de Deus por nós "(Paulo aos Efésios, 2,4).

No sábado passado fiquei  em Bayanga Didi, uma aldeia a 80 quilómetros ao sul de Baoro. Passei a tarde com os catequistas e com a comunidade.

 Domingo pela manhã foram as confissões, e às 10h voltamos ao centro da aldeia. Aqui benzemos os ramos e as palmas (algumas estavam entrelaçadas), e a seguir fomos em procissão para a igreja. Foi um momento muito emotivo, que nos fez voltar a 2000 anos atrás, quando os habitantes de Jerusalém aclamaram Jesus, justamente um dia antes de condena-Lo à morte.

Entramos na igreja, onde as mulheres tinham, colocado no chão tecidos coloridos, como fizeram á 2000 anos.

Hoje é quinta-feira Santa. Dentro de pouco tempo irei para Bawi, onde celebrarei a missa que nos recorda a Última Ceia, com Jesus que lava os pés aos apóstolos, antes de instituir a Eucaristia, o Sacramento da Sua Presença. Por Amor.

Na manhã do, Sábado Santo: recordamos o  Homem, Jesus, que se oferece em sacrifício na Cruz. Por Amor.

O Sábado Santo, é também o dia do silêncio: tudo parece estar em suspenso, e durante a noite a criação explode de alegria porque Ele ressuscitou.

No ano passado participei na Vigília Pascal na minha paróquia de Cuneo (Imaculado Coração). Dom Carlo fez uma homilia belíssima (https://youtu.be/Z2gE422Vfm8 ), na qual fazia e nos fazia esta pregunta: "Por que ressuscitou? Muitas propostas, mas a resposta é só uma: Ressuscitou porque nos ama! Porque Deus se identificou com o Homem que amou até á última gota do seu sangue

 Feliz Páscoa!


Bayanga Didi, domenica delle Palme
Le dimanche des Rameaux à Byanga Didi