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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Em caminho para a Páscoa.

 

 

 

 

 

Em caminho para a Páscoa.

Aqui estamos, na Semana Santa: tempo de graça  tempo sobretudo do "grande amor de Deus por nós "(Paulo aos Efésios, 2,4).

No sábado passado fiquei  em Bayanga Didi, uma aldeia a 80 quilómetros ao sul de Baoro. Passei a tarde com os catequistas e com a comunidade.

 Domingo pela manhã foram as confissões, e às 10h voltamos ao centro da aldeia. Aqui benzemos os ramos e as palmas (algumas estavam entrelaçadas), e a seguir fomos em procissão para a igreja. Foi um momento muito emotivo, que nos fez voltar a 2000 anos atrás, quando os habitantes de Jerusalém aclamaram Jesus, justamente um dia antes de condena-Lo à morte.

Entramos na igreja, onde as mulheres tinham, colocado no chão tecidos coloridos, como fizeram á 2000 anos.

Hoje é quinta-feira Santa. Dentro de pouco tempo irei para Bawi, onde celebrarei a missa que nos recorda a Última Ceia, com Jesus que lava os pés aos apóstolos, antes de instituir a Eucaristia, o Sacramento da Sua Presença. Por Amor.

Na manhã do, Sábado Santo: recordamos o  Homem, Jesus, que se oferece em sacrifício na Cruz. Por Amor.

O Sábado Santo, é também o dia do silêncio: tudo parece estar em suspenso, e durante a noite a criação explode de alegria porque Ele ressuscitou.

No ano passado participei na Vigília Pascal na minha paróquia de Cuneo (Imaculado Coração). Dom Carlo fez uma homilia belíssima (https://youtu.be/Z2gE422Vfm8 ), na qual fazia e nos fazia esta pregunta: "Por que ressuscitou? Muitas propostas, mas a resposta é só uma: Ressuscitou porque nos ama! Porque Deus se identificou com o Homem que amou até á última gota do seu sangue

 Feliz Páscoa!


Bayanga Didi, domenica delle Palme
Le dimanche des Rameaux à Byanga Didi







 

domingo, 10 de abril de 2022

Bangui – Baoro – Bangui

 

 

 

 

Bangui – Baoro – Bangui

 Estas semanas o trabalho das obras do novo convento têm-me ocupado muito.

O projeto é exigente e ambicioso: um edifício de dois pisos, construído com ladrilhos em terra estabilizada, feitos aqui na África-Central, com prensas especiais, provenientes da África do Sul. Uma novidade no país.

Tivemos  estes dias connosco   Giovanni Grossi Bianchi, arquiteto, que  idealizou (juntamente com a  comunidada) esta construção  e que continua acompanhar os trabalhos.

No sábado, 2 de abril, depois de três dias de trabalho e reuniões com empresa sobre a obra, fui a Baoro, para uma breve pausa. No  domingo fomos juntos a Samba Bougoulou, onde celebrei a missa.

Segunda-feira voltámos a Bangui. São 400 quilómetros de estrada teoricamente asfaltada. Teoricamente, porque em certos pontos (os primeiros 150 quilómetros a partir de Baoro) apresentam um ou outro espaço de asfalto mas com muitos buracos ...

E para cumulo é que estas semanas duas empresas distintas começaram o que devia ser um trabalho de reparação. Na realidade, especialmente a parte entre Bossemptele e Baoro (financiada pela Banca Mundial) é péssima. É realizada por uma empresa, "SEMENCE", que trabalha com critérios artesanais: cavam os buracos, enchem-nos com uma mistura de terra e areia, espalham uma capa muito fina de alcatrão líquido, e tapam com cascalho. O trabalho, além de mal feito, é também, perigoso, porque as bordas da estrada (onde com frequência entre a terra e a borda do velho asfalto há 15 centímetros de diferencia) são realizadas do mesmo modo. E não creio que o  financiamento  recebido da Banca Mundial seja insuficiente para fazer um trabalho de qualidade...

Fiquei em Bangui até quarta-feira, sempre seguindo os trabalhos que avançam. Voltei a Baoro quarta-feira pela manhã, e assim pude dedicar-me às mil atividades da Missão. 






Samba Bougoulou

 

Sul cantiere
Au Chantier

Giovanni Grossi Bianchi e Marco Olivero



Il fiume Mpoko a Bangui





Suor Biagina


 

domingo, 3 de abril de 2022

Via crucis

 

 

 

Mario Mazzali e Marco al lavoro
Mario Mazzali au travail avec Marco
 

Via crucis

 Com a guerra civil que estalou em 2013 e obrigou centenas de milhares de pessoas a fugir. Muitos abandonaram as suas casas e as suas terras  e foram para outros destinos aqui na África-Central (os refugiados internos) e muitos outros  abandonaram o país.

O número da população hoje,  anda à volta de cinco milhões de habitantes, e há perto de 632.000 refugiados internos e 738.000 no exterior (mais de 27% da população).

Neste período da Quaresma, entre outras coisas, temos a celebração  da  Vía Crucis: uma oração sobre os passos da paixão de Jesus. Na  África-Central é  uma oração muito querida e participada.

Mas há muitíssimas pessoas que vivem o sofrimento na sua própia pele. e cada dia têm a sua própria Via Crucis.

Segunda-feira 28 de março chegou a Baoro o cardeal Nzapalainga, Arcebispo de Bangui. Uma personalidade muito forte, que se distingue claramente no país. Veio para ter uma reunião com os refugiados, tanto os que ficaram no país como os que tinham saído da África-Central.

Pela tarde fomos ao  encontro da comunidade muçulmana que, depois de ter vivido cinco a seis anos nos campos de refugiados nos Camarões voltaram ao país, e optaram viver em Baoro. São mais de 2.000 pessoas, com muitíssimas crianças. Foi um bonito encontro, que permitiu a estas pessoas poderem expressar as sus dificuldades e os seus desejos.

Quarta-feira parti para Bangui, para a chegada de Giovanni Grossi Bianchi, o arquiteto que realizou o projeto do novo convento do Carmelo. Trabalhamos muito estes dias para ver neste momento a situação e avaliar o avanço dos trabalhos.

Foi precisamente por causa destes trabalhos e reuniões da empresa construtora...que demorei um pouco mais o blog.




Via Crucis


Incontro del Cardinal Nzapalainga con la comunità musulmana dei rifugiati ritornati
Rencontre du Cardinal Nzapalainga avec la communauté musulmane des refugiés retournés






Bangui - il nuovo convento
Bangui - le nouveau couvent