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sábado, 24 de julho de 2021

Escola mecânica: último ato, etc.

 


 

Escola mecânica: último ato, etc.

Sexta-feira, 16 de julho, festa da Virgem do Carmo.

Enquanto em Bangui o Cardenal Nzapalainga benzia a primeira pedra do novo Convento dos Carmelitas, em Baoro celebrámos o fim do ano letivo para os cinquenta rapazes que frequentaram as aulas todo o ano letivo. São jovens de Bouar, Baoro, e Ngaundaye, Berberati, Bangui, e que participaram nos cursos de (teoria e muita prática) durante dois anos.

Graças a vários amigos, entre os quais se encontra a Fundação MAMO de Verona, conseguimos terminar o ano, e dar o certificado de "Mecânico" aos rapazes do segundo ano. Os primeiros cinco alunos receberam também una bolsa com ferramentas, que lhes permitirá começar a trabalhar

Alguns entre eles, nos dias seguintes, começaram as aulas da Escola Guia, que durará até meados de agosto

 No domingo 18 de julho celebrei os batizados em Barka Bongo, e quarta-feira fui a Bangui para seguir os trabalhos do novo Convento.

Quinta-feira parti para Batalimo, uma vila junto ao rio Oubangui, em pleno bosque, a 120 quilómetros de Bangui. Aqui visitei uma serração, para escolher a madeira para as portas e janelas, que serão feitas pelos carpinteiros de Baoro.

Sexta-feira pela manhã tive uma reunião com os funcionários da empresa construtora, para apresentar o projeto e fazê-los participar nesta grande obra de construção.

Bom trabalho.


Ecole mécanique: les enseignants - gli insegnanti

Ecole mécanique de Baoro





Barka Bongo


Bangui, Carmel

Batalimo, il fiume Oubangui
Batalimo, le fleuve Oubangui





 

 

 

 

domingo, 18 de julho de 2021

Quase conetados novamente!

 

 

 

Battesimi a Bawi
Baptèmes à Bawi

Quase conetados novamente!

A conexão finalmente está de volta, embora um pouco esporádica, geralmente lenta, e bastante cara.

No entanto o trabalho continua apesar de alguns percalços. .

Continuam as celebrações dos batismos nas aldeias. Depois de ter ido às aldeias mais distantes, estou agora ocupado, com as que estão mais perto. No domingo dia 11 estava em Dobere, onde celebrei nove batizados, e vinte novos catecúmenos começaram o caminho de preparação para o batismo. Aí celebrei, com alguma dificuldade, porque tive um ataque de malaria. Mas consegui terminar a celebração e sobretudo, viver com a pequena Comunidade da aldeia o Dom dos novos cristãos.

E chegamos assim ao fim de mais um ano letivo, embora um pouco lentamente, encerramos as atividades nas nove escolas das aldeias. Desde a segunda-feira até hoje, quinta-feira, tenho ido de escola em escola para assistir às pequenas cerimónias do fim do ano: algum discurso alguma poesia e alguma representação, e a entrega das notas.

Gosto de viver estes momentos com os professores, os pais e as crianças. Gosto de ver a fantasia dos professores, que compõem as poesias, os cânticos e pequenas brincadeiras que depois as crianças realizam. Gosto de ver, e com muita alegria e orgulho as caras das crianças quando recebem as qualificações (e sabem que foram aprovados). E gosto e me impressiona sempre ver o orgulho e a alegria dos pais que vão abraçar os seus próprios filhos, dando-lhe uma bolacha, ou simples um abraço.  

Es un momento difícil para todos. Este ano, por causa do medo da guerra, da covid e das eleições, o número dos alunos das nossas escolas diminuiu muitíssimo : de 1.800 alunos ao princípio do ano escolar 2019-20, passamos de 750 em junho de 2021.Mais de mil alunos não foram este ano à escola.

Tudo isto requer um grande esforço para acompanhar a todos no regresso à escola, já em setembro. Todos estamos trabalhando: pais, crianças, professores.

Coragem!

 


 


Pate Bonambolo

Dobere

Dayanga





Kouisso Baguera

 


quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ainda o silêncio

 Ainda o silêncio

Acabamos de "comemorar" sem ligação à internet e isso durante um mês para o país, África-Central.

A operadora telefónica "Orange", que está desligada desde 6 de julho está agora a reiniciar muito timidamente, mas apenas para chamadas. A conexão à Internet, no entanto, ainda não funciona. E as outras duas operadoras presentes no mercado, Moov e Telecel, são, se é possível, piores ainda. A conexão que oferecem, simplesmente não existe: Fazem pagar um serviço, mas não garantem nada. Também na capital, onde estive a semana passada, não se conseguia receber email ou receber mensagens no whatsapp. Na capital!

Coragem. Quando, por alguma dezena de minutos Google ou o Facebook não são acessíveis, é uma notícia que faz dar a volta ao mundo. Acabo rindo-me, pensando no nosso mês sem conexão...

Hoje consigo escrever alguma coisa, mas só porque vim a Bouar, a 70 Quilómetros de Baoro.

Esperamos que, antes do Natal, possamos encontrar uma solução!

Entretanto sigamos em frente.

A 18 de junho enceramos o ano letivo do nosso jardim-infantil "Il Germoglio". As 230 crianças que o frequentam ofereceram um lindo espetáculo, com músicas e cenas, e começaram as férias.

Entretanto, as atividades pastorais continuam nas aldeias. É a época dos batismos, das primeiras comunhões, dos casamentos. Eu celebrei esses sacramentos nas aldeias mais distantes nos dias 19 e 20 de junho em Samba Bougoulou, 26 e 27 de junho em Bayanga Didi e Yoro, e em 4 de julho em Bawi.

São momentos muito fortes, e importantes, para a Comunidades cristãs de todas as aldeias. Precedidos por uma longa preparação com os catequistas, pelos exames com o Sacerdote e o catequista, e pelos últimos preparativos (conseguir fazer as tranças, para as senhoras e raparigas), as Missas dos batismos são intensas e muito participadas.

Aproveito as visitas às aldeias, para tratar de entender qual é a situação escolar (frequentemente desastrosa), a segurança, a higiene e tudo o que é a vida das mulheres e homens em lugares onde há pouco, e as necessidades são muitas.

Assim sucede em Bayanga Didi, esperando a chegada dos catecúmenos, observo a bomba do poço. Uma bomba a pedal, avariada desde janeiro. Os gritos das mulheres e das crianças, quando chegou a água, enchem-me de alegria.

Alegria 2.0.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Silêncio na impremsa …

 

 

p.Cipriano ora
P.Cipriano aujourd'hui
 

Silêncio na  impremsa …

Desculpem o silêncio, mas desde o domingo 6 de junho que temos estado sem telefono e sem ligação à internet. De modo imprevisto as duas redes telefónicas de Baoro ficaram avariadas. Uma delas (Orange) ainda não está a funcionar. Infelizmente  a rede mais  difundida, e é através dela, que podemos ter ligação à internet.

São já dez dias que está tudo desligado. Esperamos que dentro de alguns dias, ou algumas semanas...se restabeleça a rede. Entretanto, esperamos que tudo fique a funcionar. A vida continua.

Sábado e domingo 6 de junho fui a Bocaranga para uma ocasião muito especial. O P. Cipriano Vigo, capuchino, celebrava, com festa, 61 anos de Missionário na África-Central. Chegou aqui em 1960, quando nascia a África-Central, com a independência acabada de conquistar. Trabalhou muito, e ainda continua trabalhando.

Aviagem correu bem (210 km desde Baoro). Mas a tensão continua alta. Pois foi também encontrada uma mina... Mas a alegria de estar perto de um irmão faz-nos esquecer muitas coisas.

Neste fim- de- semana dediquei-me às aldeias mais distantes. Saí quinta-feira de manhã e voltei no domingo à tarde. Estive a trabalhar sobretudo na preparação das pessoas, que vão ser batizadas nas aldeias de, Yoro, Bayanga Didi e Sinaforo. Mas ainda arranjei tempo para reparar uma bomba, visitar e aconselhar alguns doentes, e isto tudo por estradas bastante intransitáveis

No domingo pela manhã saí às 6'30h de Yoro para Sinaforo (una boa meia hora, para sete quilómetros). Aqui a pequena igreja é um pequeno telhado coberto com chapas (feitas dos bidons da gasolina). Justamente quando estava para começar a Missa, começou a chover. Felizmente na capela, chovia pouco.

Mas foi uma liturgia muito bonita! Celebramos nove batizados, duas primeiras comunhões e um casamento. Apesar da chuva, houve muita festa naquela cabana.

 Voltei logo pelas 13 horas e receava não poder chegar, precisamente por causa das condições da estrada.

Às 15 horas estava finalmente em Baoro.

Onde o silêncio da internet continua, e continuará por mais alguns dias (ou algumas semanas)


P.Cipriano en 1960
P.Cipriano en 1960







Bayanga Didi


Sinaforo